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Observações astronômicas na faixa de infravermelho e ultravioleta

Olá, seria possível fazer um receptor de infravermelho ou ultravioleta mirado para o espaço através de uma parabólica com refração de espelhos para receber sinais modulados nesta frequência? Tais sinais emitidos por planetas, galáxias ou até mesmo tecnologia extraterrestre poderia chegar nesse receptor?

Obrigado

Respondido por: Prof. Fernando Lang da Silveira - IF-UFRGS

Observações astronômicas na faixa de infravermelho aconteceram já no século XIX.  A partir de 1830 esforços foram feitos para detectar radiação infravermelha (IV) de objetos celestes, sendo que em 1856 pela primeira vez ela foi efetivamente observada  na superfície da Lua, do alto de uma montanha no Tenerife.

A atmosfera da Terra, principalmente o vapor de água, absorve a radiação IV. Então no século XX diversos telescópios operando no IV foram instalados em observatórios em regiões elevadas e secas como por exemplo o VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) no Observatório Paranal no deserto do Atacama-Chile a 2500m de altitude.

A partir de 1965 telescópios IV foram instalados em aeronaves como por exemplo o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) observado na Figura 2.

Muitos telescópios espaciais detectam radiação eletromagnética em uma faixa de comprimento de onda que se sobrepõe, pelo menos em algum grau, à faixa do IV.  Há sete deles que operaram principalmente nesta faixa e em dezembro de 2021 está programado o lançamento do JWSB (James Webb Space Telescope)  que terá resolução na faixa IV superior ao HST (Hubble Space Telescope) lançado em 1990 (Figura3).

A radiação ultravioleta (UV) é quase que completamente barrada pela atmosfera terrestre. Então a observação astronômica na faixa de UV só pode ser realizada com instrumentos situados acima da atmosfera, portanto em naves espaciais.

A partir de 1971 os soviéticos e a partir de 1972 os norte-americanos lançaram  telescópios espaciais UV. Mais de vinte deles já existiram ou existem (vide Lista), como também cinco naves interplanetárias equipadas com instrumentos adequados ao UV.

A Figura 4 é uma imagem obtida pelo telescópio espacial UV, GALEX (Galaxy Evolution Explorer) que operou em uma órbita terrestre a cerca de 690km  entre 2003 e 2013.

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“Docendo discimus.” (Sêneca)

 


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